sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Olhar para o passado...

Ok é Sexta Feira a vontade de trabalhar encontra-se BASTANTE diluída e o que acontece? Sim resolvi ver um antigo blog que chegamos a ter com outras amigas onde falávamos das nossas angústias do dia a dia...
Começo a ler alguns textos (principalmente os meus) e reparo que 70% são sobre uma relação estranha que vivo há mais de um ano com alguém de quem o que mais queria era distância... cerca de um ano depois e reparo que pouco ou nada mudou desde então... A verdade é que a nossa relação já passou por inúmeras fases:


  • de meros desconhecidos a amigos de café, algumas conversas de facebook nada que me abalasse um segundo; 
  • De envolvimentos físicos sempre que podíamos;
  • De amigos que embirram um com o outro, que gozam um com o outro, que estão em permanente tensão, que passam a vida a discutir... 
  • Dos amigos que ligam para saber se estamos bem, que vão beber café, que combinam saídas... 
  • Dos amigos que se preocupam um com o outro... 
  • Meros desconhecidos que nem se falam...
E é nesta última fase que estamos. Cortei-o da minha vida por milhares de razões obviamente bastante suportado com o facto de existir uma terceira pessoa na vida dele... 

Mas o engraçado e que consigo ver em todos aqueles textos a noção exacta do que sempre fomos, que nada disto faz sentido e ainda assim um ano depois ainda cá estou a falar dele e deste sentimento que me apega a ele... Incrível como não me consigo distanciar... posso me distanciar fisicamente mas cá dentro continua a bater por ele como há um ano atrás... Desconhecia esta minha capacidade de ser burra por tanto tempo seguido... Ás vezes consigo surpreender-me a mim própria lol 


A perfeição do imperfeito

O mundo das relações é no mínimo muitooooo complicado...
Personalidades diferentes que com a paixão se moldam mas não mudam... nunca tenham essa ilusão... ninguém muda de personalidade, podem limar-se arestas, pode um sentimento maior falar mais alto mas a mudança tem sempre um prazo de validade há um dia em que todos nós nos revelamos...

Com várias coisas que aconteceram na minha vida, uma delas em especial, aprendi que não vale a pena fingirmos que não vemos, fingirmos que não nos afecta, fingirmos que não sentimos, fingirmos que não gostamos, fingirmos que não estamos lá, fingirmos que ele não está aqui, dentro do nosso coração...
Quando mais tentas fugir disto mais os sentimentos te perseguem, mais dificuldade tens em te controlar, mais dificuldade tens em conseguir conviver com este flagelo...

Mais vale assumires de uma vez o que és e o que realmente pensas... Não gostas? diz... Sentes ciúmes? assume... Não te escondas atrás da capa do Sr./Sr.ª perfeito/a... Não cola e ninguém acredita só tu mesmo...

Não somos perfeitos, ninguém é, e tenho pena de quem ache que exitem pessoas perfeitas ou que tenham a pretensão de o ser... Não! ninguém é! Todos nós falhamos, cometemos erros, sendo que a na maioria deles são causados por falhas no carácter ou impulsos do coração... São as mais comuns razões de, como se costuma dizer, "por o pé na poça"!

Acho sempre mais criticável a falha no carácter porque impulsos do coração todos nós já tivemos e sim o coração sofre de cegueira selectiva ou seja, só vê o que quer, como quer e quando quer...

E sim todos nós em algum momento da nossa vida sofremos dessa "cegueira", lá está ninguém é forte o suficiente para um dia não cair nas malhas do "falhanço", podes fugir mas não te podes esconder... há um dia em que todos nos apaixonamos, há um dia em que todos erramos, há um dia em que todos nos revoltamos, há um dia em que tudo mudamos, há um dia em que a máscara da perfeição cai e puff

Enfim, perfeição só nas histórias de encantar da disney e mesmo essas às vezes acabam mal... Lá por gostarmos de alguém temos de gerir a expectativa que temos nesse alguém porque o alvo do nosso amor também erra, também desilude, também não é perfeito... pelo menos não na forma como esperamos que o seja...

A perfeição é inimiga da felicidade porque nos aprisiona a um conceito utópico que em algum momento da nossa vida, estrondosamente, nos esmaga e magoa...




Não digas nada!

Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender —
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Felicidade



Hoje na nossa conversa diária falamos como a definição de Felicidade depende tanto da forma como encaras a vida e não se tens uma boa vida.
A Busca da vida perfeita e é uma utopia e se vives nessa busca nunca te vais sentir feliz.
Sendo racional, pés assentes na terra, não vives num mundo da fantasia à espera da vida da Disney nunca vais aproveitar o bom que a vida te vai dando.
A Felicidade está na forma como se encara a vida.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

O peso da "procriação"

Acabo de ler uma notícia que me deixa de facto estupefacta!

Em resumo há 19 anos atrás uma mulher, na altura com cerca de 50 anos, foi operada na Maternidade Alfredo da Costa a um problema ginecológico simples, onde lhe foi danificado o nervo pudendo passando a ter dificuldades a andar, sentar-se bem como nas relações sexuais que só aconteciam com muito sofrimento da lesada, ficando assim com a sua vida sexual comprometida. 

Após 19 anos de luta judicial e chegados agora ao Supremo Tribunal Administrativo, depois de vários recursos, a lesada vê a sua indemnização de € 172.000 diminuída para € 111.000 por Exmos. Juízes Conselheiros deste Tribunal considerarem que esta se encontrava em “idade em que a sexualidade não tem a importância que assume em idades mais jovens, importância essa que vai diminuindo à medida que a idade avança”.  

Pois gostaria que os Exmos. Juízes me explicassem, a mim e a várias mulheres, onde foram buscar essa ideia peregrina que a sexualidade vai perdendo importância à medida que a idade avança... 

Só vejo uma explicação para esta tomada de posição, aos meus olhos ridícula, os juízes do STA são todos homens e com bem mais que 50 anos e provavelmente insatisfeitos com a sua vida sexual... Não acredito que ninguém tenha comprovado cientificamente que o apetite sexual se perca com a idade ou que a partir dos 50 a vida sexual não ocupa o mesmo papel importante que ocupa aos 30. 

Uma pessoa com uma incapacidade de 73% para qualquer profissão que tem dores a sentar-se, andar, incontinência urinária e fecal e com uma vida sexual comprometida para toda a vida vê a sua indemnização ser diminuída pelo STA por se considerar que o bem tutelado tem um valor menor pela lesada, à data da cirurgia, ter 50 anos! 

O peso que ainda é dado ao valor da procriação em detrimento do valor da vida sexual saudável da mulher é gritante e inadmissível nos dias que correm... 

Ainda muito temos a caminhar nesta odisseia de pensamento, mentalidade em Portugal e sim este é uma notícia que deve ser dada ao mundo como uma (mais uma) vergonha na justiça portuguesa... 

  

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

"O problema não és tu sou eu"

Quarta feira, dia 22 de Outubro, às 18.30h lançamento do novo livro da Ana Garcia Martins, vulgarmente conhecida como "a pipoca mais doce" e que se chama "O problema não és tu sou eu"
Lá estarei ansiosa para devorar este livro e esperar que a pipoca me responda sinceramente:

Ser solteiro é uma virtude ou ser solteiro é uma merda?

Podemos mudar um homem?

Daremos o feedback e se gostam do tema não percam este lançamento ;)


Ligações que não se explicam

Quantas vezes me dizes que há ligações que não se explicam. Como o amor. 
E quando não é amor? Quando sentes uma ligação a uma pessoa mas no fundo sentes que não é amor, não é amizade, não é atracção sexual. Mas é o quê? Ligação cósmica ou astrológica ou outra coisa qualquer fora da nossa compreensão. 
Há pessoas que tem uma marca especial na nossa vida, que sentimos algo que é único e inigualável... 

Algo que não se explica + O amor não se explica = Amor?