sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Não aguentei...

E pronto não aguentei e sim contei à minha amiga que o namorado dela lhe tinha mentido... Segurei-me muito acreditem, muito mas mesmo muito mas de facto não sei lidar com mentiras, muito menos mentiras assim...

Sábado à noite e ligo à minha amiga para combinar estar com ela já que mal tínhamos falado a semana toda... Confesso que tinha uma enorme esperança que em 5 dias ele tivesse tido a coragem de lhe dizer a verdade nem que fosse para não correr riscos de ser eu a contar... Qual não é o meu espanto que logo ao telefone ela faz um comentário em que de imediato percebo que nada foi dito e continua na completa ignorância...
E pronto a revolta instala-se...

No entanto resolvo que nada vou dizer e que logo que saia de ao pé dela o irei confrontar e obrigar a contar a verdade... No entanto o desfecho foi outro...

Vou então beber café com ela e ela resolve-me contar como foi a festa de anos que foi na noite anterior e que conheceu um rapaz que achou super interessante, que obviamente não tinha acontecido nada porque namorava, mas não conseguiu evitar que ele mexesse com ela... enfim uma panóplia de sentimentos de culpa absurdos e de um respeito imaculado pela relação... Ora eu ai comecei a encher e quanto ela mais falava dele mais me passava na cabeça: Ela está a perder tempo com este namoro! Há um mundo inteiro lá fora!
A certa altura, eu já nem conseguia olhar para ela tal era o meu sentimento de culpa de ela estar a fazer literalmente figura de parva e eu não fazer nada para impedir...

E puff explodi e expliquei-lhe tudo tim tim por tim do que se tinha passado, não escondi nada e já que tinha começado agora ia até ao fim... Ela ficou estupefacta mas não tão surpreendida quanto eu supunha que ficasse, justificou-me que já lhe tinha apanhado algumas mentiras, nada obviamente que se assemelhasse a isto mas ainda assim mentiras...

Enfim na relação deles não teve muito impacto é um facto mas a minha consciência ficou bem mais limpa, mais sossegada e com o sentimento de que fiz o que foi necessário e ponto.

Não consigo lidar com mentiras, não consigo conviver com alguém e mentir-lhe todos os dias, obviamente que tenho de ter uma proximidade extrema para não o fazer porque também eu já menti, para me proteger, para proteger outra pessoa e essas eu consigo ter justificação, tentar entende-las de alguma forma... agora mentiras sem justificação só porque sim... a sério não atinjo por mais que tente...

Pus a minha amizade com ele em risco mas a minha consciência vale bem mais do que aquela amizade... não posso ser mais sincera que isto... De que me vale ah e tal somos bue amigos e eu viver amargurada por mentir ou omitir a uma das minhas melhores amigas? Sim não vale... não pelo menos para mim...

Nunca me quis meter na relação deles mas não podia compactuar com esta situação...

No meu lugar não teriam feito o mesmo?

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Palavras que podiam ser minhas

[Não é por gostarmos de alguém que perdemos a identidade, que temos que deixar de ter os nossos dramas e lutas interiores. Não é por gostarmos de alguém que deixamos de ter as nossas inquietações, aquelas que só nós conseguimos lidar. Gostar de alguém implicar partilhar tudo, mas, por vezes, não adianta dividir algo que apenas nós conseguimos descodificar. Eu sou um ser estranho, dou por mim a pôr a minha vida a balanço, numa retrospectiva minha, da minha vida, das minhas atitudes, das minhas ações. Nesses momentos eu preciso de um tempo só meu, de ficar alienada de conversas comezinhas, dos problemas, de tudo. Ninguém é obrigado a perceber, mas eu sou obrigada a dar um passo atrás, porque eu ainda tenho direito de ter um tempo meu. Só comigo e os meus fantasmas, os meus dramas, as minhas inquietudes e que só eu consigo voltar a fechar no armário. É um trabalho de uma pessoa só. Não adianta tomarem partido, levarem a peito, ficarem ofendidos. Eu preciso alienar-me a mim, não por causa de ninguém, mas por causa de mim e só de mim, num exercício necessariamente egocêntrico, mas imprescindível.
Quanto mais liberdade me derem mais célere será o processo, caso contrário ligo o modo de defesa e protejo esta minha necessidade ao máximo e aí os estragos são piores e mais significativos.

Eu sou mulher, tenho dramas e tpms, hoje estou feliz e amanhã já coloco a minha vida toda em causa, agora posso ser um doce com alguém e daqui a pouco posso nem lhe falar na rua, dar o meu melhor sorriso, como o meu olhar mais ameaçador, sou este turbilhão e muito mais, não preciso que me entendam, só que me respeitem.]


 TIrado daqui 

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

É horrivel

É complicado veres a tua melhor amiga sofrer,  ouvires, reparar, perceberes em determinadas coisas e pensas " bolas quando souber disto vai sofrer tanto..."
Querer proteger, querer que ela saia daquele sofrimento, querer que ela tire aquele sentimento e aquela pessoa dentro do coração o mais rápido possível.

1- É horrível saber que a pessoa que gostamos namora com outra pessoa
2- É horrível veres que ele está apaixonado
3- É horrível saberes que ela de qualquer maneira nunca ia ser feliz com ele
4- É horrível ele te dizer que vai morar com a namorada e  o primeiro pensamento ser " Porra ela vai odiar saber disto"
5- É horrível pertencermos todos a um grupo de amigos

Há situações muito complicadas... mas o tempo.. esse cura tudo!



Sou horrível não sou?

Ás vezes acho que sou má pessoa...

Há pouco quando a MIRR me disse que o V falou em ir viver junto com a namorada verão/outono 2014 foi como se levasse uma facada nas costas!

Viver junto? Com uma gaja que conhece há 2 meses? Mas tá assim tão apaixonado? Mas tá parvo? Endoideceu?

Mas que raio de M$rd# se está aqui a passar?

Desejei-lhes "mal" muito "mal".... Desejei que esta relação acabasse de vez, que fossem muito infelizes, que ele se fartasse dela, que a mandasse pastar, apeteceu-me magoá-lo (s), senti-me negativa, senti raiva, senti ódio, senti revolta, angústia, mágoa...

Esta não sou eu... eu não desejo mal a ninguém, não odeio ninguém, não magoou ninguém deliberadamente...

É um ódio que vem de dentro, que magoa, que me atinge como um furação, que me leva a ser má quando sei que não sou...

Óbvio que depois contrabalança com o pensamento do "gosto dele" "só o quero ver feliz" mas este meu "dark side" deposita em mim pensamentos de revolta em relação a eles...

Não consigo mesmo conviver com  isto... Nunca mais na vida voltaremos a ser os mesmos... o fosso já é tão grande que rapidamente será impossível transpô-lo... e sim eu sei que sou eu que estou a criá-lo mas é porque perto é como se ele me estivesse a espertar com uma faca bem afiada e ou crio a distância de segurança criada pela "escavação" de um fosso maior ainda para que o gume da faca permaneça o mais longe possível...

Na verdade não gosto de nenhuma das situações, nenhuma me é confortável mas a ferida já aberta não me deixa agir de outra forma...

Pensar nele como Apaixonado magoa-me mais que tudo...

Sou horrível não sou? :(




quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Mentira tem perna curta... diria CURTÍSSIMA

Quando de repente numa estranha e infeliz coincidência dás por ti a apanhar em flagrante uma mentira dita por um amigo teu que coincidentemente é namorado de uma das tuas melhores amigas...
A questão é: o que fazer nestas situações? Conto? Não conto? Finjo que não sei? Confronto-o?

Atendendo à minha personalidade e antes de meter os pés pelas mãos decido confrontá-lo... Lá admite que mentiu mas sempre numa atitude defensiva e que foi uma mentira sem maldade e sem nenhum objectivo... Na tentativa vã de desvalorizar o seu comportamento perante mim...
Tentativa mega falhada, deixou-me numa terrível posição, com uma vontade imensa de contar tudo à minha amiga...
No lugar dela não queriam que vos contassem? Eu iria querer com toda a certeza... E por isso me custa porque o que a minha consciência manda é que abra o jogo e eles que resolvam... Faço o meu papel de amiga...

A MIRR diz para não contar nada... É o que vou fazer mas se apanho uma próxima não há amizade que me segure... Detesto mentiras e gente a querer fazer os outros de otários... Ainda para mais amigos meus...

E será que esta foi uma mentira sem objectivo? Será que há algo por detrás desta reacção estúpida?
Neste momento questiono tudo e todos honestamente...

Toda a gente já mentiu, fosse para se proteger, ou para proteger outra pessoa... a questão aqui é uma coisa são mentiras protectoras outras são mentiras sem nexo e sem aparente propósito... ou será que têm? Perguntas e desconfianças que assim ficam no ar...




terça-feira, 28 de outubro de 2014

O terrível medo da Traição # 2

Concordo com tudo com a L&L disse mas há aqui 2 factores que também influenciam que a pessoa seja desconfiada:


1- Ja ter sido vitima de traições anteriores
2- ter conhecimento da realidade em que vivemos.


Saber o que se passa à nossa volta faz-nos ser mais desconfiados, ter mais medo de ser enganados, as pessoas andam mais atentas.
Confio no meu namorado mas não posso ser ingénua ao ponto de achar que só acontece aos outros e já tenho passar por algumas coisas mais desagradáveis, acabo por ser uma pessoa desconfiada.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

O terrível medo da Traição

Hoje apeteceu-me escrever sobre este tema que é um assunto há muito debatido entre mim e a MIRR... O Terrível Medo de Sermos Traídos, que sim todos temos mas uns bem mais que outros na verdade...

Cheguei há relativamente pouco tempo à conclusão que quem mais sofre com este medo terrível é quem efectivamente mais trai...

Se alguma incoerência nesta atitude? Sim e não... Senão vejamos,

Não será de facto mais normal que quem tenha esse tipo de comportamento ache mais "normal", possível outras pessoas terem esse mesmo comportamento?

Porque serão as pessoas mais desconfiadas as menos confiáveis?

Nós seres humanos temos uma tendência a acreditar que os outros teriam reacções semelhantes às nossas, porque a nossa visão das coisas muitas vezes não nos permite ver com os olhos de outro alguém... E temos sempre a idiota mania de acharmos que a nossa visão é a certa... nem sempre meus caros...

Por isso com toda a lógica inerente pensam: Se eu traio porque ele/ela não me trairá? Se eu minto porque não me mentiriam?

Meus queridos traidores natos acreditem que há muito boa gente por ai que não consegue ter esse mesmo tipo de comportamento...

Lá por tu teres essa capacidade não quer dizer que todos tenhamos ou que tu sejas um alvo especial desse tipo de situações infelizes...

Trair? Bom trair penso que todos temos essa capacidade... Já me fiz essa pergunta a mim mesma e sim seria capaz de trair, mas jamais trairia por uma noite, por um envolvimento fugaz... Sei que seria capaz de trair se tivesse apaixonada, ai sim sei que seria possível e sei que a maioria de nós era capaz de tão vil feito...

A questão aqui põe-se no depois... E depois da traição consumada o que fazer?
Acho que aqui mostras muito do teu carácter, a tua capacidade de lidar com o erro, de assumir, de não enganar (pelo menos não enganar mais) a outra pessoa...
Admiro e abomino quem consegue trair e a seguir estar com a pessoa como se nada fosse... Tenho a certeza que se fosse eu cada vez que estivesse com essa pessoa, a visse, a tocasse iria ter a terrível imagem do que fiz... Iria assombrar-me e não conseguiria conviver com uma mentira, traição, tamanha...

Mas meus caros amigos há tão boa gente que o é capaz de fazer, de forma displicente, como se nada fosse com eles, com a chamada maior "cara de pau" do mundo, levam a sua vida com a maior das normalidades, mentindo, ludibriando quem for preciso, quantas vezes forem necessárias...
Infelizmente já assisti de perto a quem seja capaz de o fazer e confesso que fico assustada com a capacidade de encenação de algumas pessoas... De fingirem que está tudo bem, que nada aconteceu quando tu sabes o quanto a paz sentida é podre, suja e cravejada de mentiras... E sim são estas mesmas pessoas a quem o medo da traição mais assombra, o medo de provarem do próprio veneno, o medo de que o outro/a seja igual a eles próprios...

Talvez não haja maior castigo para quem trai que ser assombrado eternamente com o medo terrífico de serem eles um dia a vítima, de estarem do outro lado da barricada, de não serem eles a controlar, de serem eles os traídos e não os traidores...